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Prezados Internautas e Industriais, Imbuído da missão de conduzir o Sistema FIERN, gostaria, nesse primeiro contato, de fazer a todos bem-vindos ao nosso portal. Esperamos oferecer aqui as informações e serviços que atendam às necessidades de todos que nos visitam. Uma das missões da Federação é lutar pelo desenvolvimento industrial do Estado do Rio Grande do Norte, e para isso, estamos atentos aos entraves que impedem esse crescimento na conjuntura econômica do Brasil. Sabemos que a economia do país como um todo enfrenta grandes desafios, e que para os industriais, principalmente para aqueles que estão iniciando uma atividade, o principal deles é o acesso ao crédito. Portanto, aproveitamos essa oportunidade para tratar desse assunto. Aos bancos oficiais que trabalham com fomento à atividade econômica não têm faltado recursos financeiros. O saldo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) chegou a R$ 98 bilhões em outubro de 2006. Esse dinheiro é, constitucionalmente, destinado a programas de desenvolvimento econômico. Estão, portanto, disponíveis para o financiamento da produção. Isso significa que há disponibilidade de recursos para a concessão de crédito. Também existem linhas de crédito, devidamente regulamentadas, destinadas as mais diversas atividades industriais. Paradoxalmente, o principal entrave à expansão dos negócios no país é a dificuldade para o empresário ter acesso ao crédito. A burocracia, os excessos de garantias reais exigidas pelos agentes de financiamentos e as elevadas taxas de juros se constituem em obstáculos praticamente intransponíveis, principalmente para as pequenas e médias empresas. Mas os entraves não ficam limitados a esses aspectos. Não é toa que a dificuldade de acesso ao crédito está entre as causas mais comuns para a mortalidade das empresas. As exigências dos agentes financeiros estão fora das possibilidades e da realidade econômica do pequeno empresário. E não se limitam às garantias de pagamento, pela hipoteca de um imóvel ou outro bem. Também é comum o que se convencionou chamar de “exigência de reciprocidade”. Ou seja, para receber determinados créditos, mormente aqueles com menores taxas de juros, é preciso ter, por exemplo, saldo médio na conta bancária dentro dos parâmetros definidos pelo credor. Se o pequeno empresário pudesse cumprir todas as condições exigidas, certamente não necessitaria pedir o empréstimo. Teria patrimônio e liquidez suficientes para arcar com os investimentos necessários a suas atividades. Portanto, é necessário encontrar alternativas para que os empreendimentos não continuem a esbarrar na impossibilidade de acesso ao crédito, tão essencial quanto outros “insumos” de produção, sem os quais não é possível iniciar, conduzir e progredir em uma atividade econômica. O primeiro passo para que tais empecilhos deixem de travar o crescimento do país é o poder público reconhecer o problema. Esse reconhecimento não pode ficar limitado aos discursos, mas precisam avançar para que sejam adotadas medidas práticas na mudança da legislação e no desenvolvimento de programas que resultem em soluções efetivas, tipo os Fundos de Aval. Não haverá avanços nessa área se não forem encontrados mecanismos para simplificar os procedimentos e acabar com exigências inatingíveis. É preciso reconhecer que não é o caso de esperar apenas por iniciativas estatais. Existem experiências com êxito de organizações sem vínculos com o Estado que conseguiram fomentar o crédito, ao unir empresários para criar Cooperativas de Crédito que mostram agilidade e, ao mesmo tempo, resultados auspiciosos na operação dos financiamentos. Enfim, a sociedade e o poder público precisam demonstrar firme e objetiva disposição de equacionar o problema sem o que o país continuará a ter sérias dificuldades de atingir o almejado desenvolvimento sustentável. Há outros desafios que não devem ser esquecidos, como os investimentos em infra-estrutura e as reformas previdenciária, trabalhista e tributária. Mas entre as mudanças inadiáveis, estão as que permitam acesso mais fácil ao crédito por parte de quem tem talento, capacidade empreendedora e determinação para produzir. Desejo a todos uma boa leitura. Flávio José Cavalcanti de Azevedo Presidente do Sistema FIERN Vice-Presidente da CNI |
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