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Mais produção. Mais futuro

Amaro Sales de Araújo, Presidente da FIERN e COMPEM/CNI.

Quem acredita na produção e no emprego sabe que o Brasil precisa prestigiar mais o empreendedor. Precisa acreditar nos que produzem. Somos animadores da economia!

Recentemente Benjamin Steinbruch escreveu um artigo na imprensa nacional sobre um pequeno industrial que recusou, no final do ano passado, uma oferta de R$ 10 milhões por sua fábrica. Fez opção pela produção, pelo empreendimento. Se tivesse vendido e apostado no mercado financeiro, mesmo na mais conservadora opção, teria ganho, pelo menos, R$ 600 mil no semestre, “sem nenhum esforço ou desgaste”. Entretanto, ficou com a fábrica, contraiu empréstimo – com juros, encargos e garantia real - para investir na produção e hoje, por tudo que aconteceu, não consegue mais a oferta que anteriormente rejeitou.

Esta é a realidade que o Brasil precisa reconhecer. O dinheiro existe. Ele pode ir para a produção, gerar empregos, dividendos para o País, qualidade de vida e justiça social. Mas, sem apoio, pode ir para o mercado financeiro onde o empreendedor não precisa conquistar clientes, negociar com fornecedores, lidar com a injusta e complicada legislação trabalhista, sem falar na burocracia da máquina tributária e na carga tributária que inibe a contratação de pessoal. É nitidamente mais fácil ser um investidor no mercado financeiro que um agente de produção.

Mas, para contornarmos a crise e voltarmos ao caminho do desenvolvimento, a preferência de atenção e apoio deveria ser dada ao empreendedor que produz. Esta é a receita básica contra a recessão, ou seja, fazer o Brasil voltar a investir na produção, aproveitando o espírito empreendedor de seu próprio povo. Aliás, espírito empreendedor e otimista! O brasileiro, notadamente, o empreendedor é vocacionado para o otimismo. Qualquer relâmpago de boa notícia já nos anima a retomar planos e a fazer investimentos na linha de produção. Reproduzindo o que também escreveu Benjamin Steinbruch: “atitudes pró-crescimento ajudam a criar um clima favorável à retomada. O momento é propício para isso, porque em muitos setores a economia parou de piorar. E precisa apenas de um empurrãozinho para pegar no tranco”.

Nossa defesa, cujos argumentos em outras oportunidades já apresentamos, é no sentido de que a produção seja prestigiada com a construção de um ambiente de negócios destravado, desburocratizado, com condições favoráveis a competitividade nacional. Se a produção for apoiada ao ponto de potencializar o otimismo do empreendedor, certamente, os resultados começarão a mudar. O Brasil precisa fazer o dever de casa no que se refere aos custos internos dos Governos, mas a pauta precisa ser ampliada com medidas de estímulo a geração de novos empregos e, em consequência, ao aumento da base de arrecadação. Com mais empregos, melhor consumo. Com o aumento do consumo, mais impostos. É a regra do ciclo virtuoso da economia!

A exemplo do industrial que preferiu manter a fábrica a se tornar um investidor no mercado financeiro, outros tantos existem. Espero que os Governos, seus fiscais e autoridades – em todos os níveis – mudem no sentido de considerar os que fazem o verdadeiro Brasil acontecer.

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Mais produção. Mais futuro

Amaro Sales de Araújo, Presidente da FIERN e COMPEM/CNI.

Quem acredita na produção e no emprego sabe que o Brasil precisa prestigiar mais o empreendedor. Precisa acreditar nos que produzem. Somos animadores da economia!

Recentemente Benjamin Steinbruch escreveu um artigo na imprensa nacional sobre um pequeno industrial que recusou, no final do ano passado, uma oferta de R$ 10 milhões por sua fábrica. Fez opção pela produção, pelo empreendimento. Se tivesse vendido e apostado no mercado financeiro, mesmo na mais conservadora opção, teria ganho, pelo menos, R$ 600 mil no semestre, “sem nenhum esforço ou desgaste”. Entretanto, ficou com a fábrica, contraiu empréstimo – com juros, encargos e garantia real - para investir na produção e hoje, por tudo que aconteceu, não consegue mais a oferta que anteriormente rejeitou.

Esta é a realidade que o Brasil precisa reconhecer. O dinheiro existe. Ele pode ir para a produção, gerar empregos, dividendos para o País, qualidade de vida e justiça social. Mas, sem apoio, pode ir para o mercado financeiro onde o empreendedor não precisa conquistar clientes, negociar com fornecedores, lidar com a injusta e complicada legislação trabalhista, sem falar na burocracia da máquina tributária e na carga tributária que inibe a contratação de pessoal. É nitidamente mais fácil ser um investidor no mercado financeiro que um agente de produção.

Mas, para contornarmos a crise e voltarmos ao caminho do desenvolvimento, a preferência de atenção e apoio deveria ser dada ao empreendedor que produz. Esta é a receita básica contra a recessão, ou seja, fazer o Brasil voltar a investir na produção, aproveitando o espírito empreendedor de seu próprio povo. Aliás, espírito empreendedor e otimista! O brasileiro, notadamente, o empreendedor é vocacionado para o otimismo. Qualquer relâmpago de boa notícia já nos anima a retomar planos e a fazer investimentos na linha de produção. Reproduzindo o que também escreveu Benjamin Steinbruch: “atitudes pró-crescimento ajudam a criar um clima favorável à retomada. O momento é propício para isso, porque em muitos setores a economia parou de piorar. E precisa apenas de um empurrãozinho para pegar no tranco”.

Nossa defesa, cujos argumentos em outras oportunidades já apresentamos, é no sentido de que a produção seja prestigiada com a construção de um ambiente de negócios destravado, desburocratizado, com condições favoráveis a competitividade nacional. Se a produção for apoiada ao ponto de potencializar o otimismo do empreendedor, certamente, os resultados começarão a mudar. O Brasil precisa fazer o dever de casa no que se refere aos custos internos dos Governos, mas a pauta precisa ser ampliada com medidas de estímulo a geração de novos empregos e, em consequência, ao aumento da base de arrecadação. Com mais empregos, melhor consumo. Com o aumento do consumo, mais impostos. É a regra do ciclo virtuoso da economia!

A exemplo do industrial que preferiu manter a fábrica a se tornar um investidor no mercado financeiro, outros tantos existem. Espero que os Governos, seus fiscais e autoridades – em todos os níveis – mudem no sentido de considerar os que fazem o verdadeiro Brasil acontecer.

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