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Arregaçando as mangas

Amaro Sales de Araújo, Presidente da FIERN e COMPEM/CNI.

Ocorre que, de fato, não existiam condições políticas de retorno ao cargo. A ex-Presidente perdeu a condição de liderar um Governo porque, como a maioria diz e ela própria parece ter reconhecido, não teve a capacidade de praticar o exercício do diálogo. A forte personalidade da ex-Presidente, aparentemente, não foi talhada para a convivência dos contrários e para a construção de soluções negociadas. Merece, evidentemente, toda respeito como pessoa e cidadã. A crítica é, obviamente, restrita ao campo político.
Depois do julgamento do Senado Federal pela ocorrência dos crimes de responsabilidade fiscal foi inaugurado um novo Governo. Agora, sob a liderança do Presidente Michel Temer, os desafios e problemas precisam ser enfrentados. Medidas e reformas são aguardadas, mesmo as mais amargas, entretanto, necessárias para o equilíbrio financeiro do País. Ora, imaginemos nosso próprio Orçamento quando mês ou outro gastamos mais do que arrecadamos! Imaginemos, então, as cifras estratosféricas do Governo Federal, isto é, qualquer deslize gera consequências gravíssimas. E o Governo somente arrecada bem se a economia estiver regular, estável. O aparelho estatal em todas as esferas depende da saúde das empresas e da capacidade de consumo da população. As soluções que inventaram fora desta regra não lograram êxito.
A esperança, contudo, renasce – mesmo tímida – diante da capacidade de interlocução que tem o novo Presidente e, ao que parece, a consciência que o Brasil precisa, de um lado, equilibrar a Previdência, otimizar gastos, priorizar investimentos, conter aumentos salariais que agravem os Estados da Federação e, de outro, abrir uma pauta positiva de apoio a produção e a empregabilidade, inclusive, refletindo sobre os encargos do emprego formal e a regularização da terceirização.
É hora, portanto, de arregaçarmos as mangas e trabalharmos mais, com responsabilidade e respeito ao interesse coletivo. A luz no final do túnel que começa a aparecer precisa ficar mais próxima, fato que não pode ser gravemente dificultado apenas por questões partidárias na direção da disputa presidencial de 2018.
É possível o recomeço. A economia resistiu, apesar dos números negativos acumulados e do impressionante número de desempregados. Precisamos agir, com melhor velocidade e responsabilidade mais aguçada! É hora de avançar. - Bora, Temer, não há mais o que esperar!


PUBLICADO NA TRIBUNA DO NORTE (11.09.2016)

 

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Arregaçando as mangas

Amaro Sales de Araújo, Presidente da FIERN e COMPEM/CNI.

Ocorre que, de fato, não existiam condições políticas de retorno ao cargo. A ex-Presidente perdeu a condição de liderar um Governo porque, como a maioria diz e ela própria parece ter reconhecido, não teve a capacidade de praticar o exercício do diálogo. A forte personalidade da ex-Presidente, aparentemente, não foi talhada para a convivência dos contrários e para a construção de soluções negociadas. Merece, evidentemente, toda respeito como pessoa e cidadã. A crítica é, obviamente, restrita ao campo político.
Depois do julgamento do Senado Federal pela ocorrência dos crimes de responsabilidade fiscal foi inaugurado um novo Governo. Agora, sob a liderança do Presidente Michel Temer, os desafios e problemas precisam ser enfrentados. Medidas e reformas são aguardadas, mesmo as mais amargas, entretanto, necessárias para o equilíbrio financeiro do País. Ora, imaginemos nosso próprio Orçamento quando mês ou outro gastamos mais do que arrecadamos! Imaginemos, então, as cifras estratosféricas do Governo Federal, isto é, qualquer deslize gera consequências gravíssimas. E o Governo somente arrecada bem se a economia estiver regular, estável. O aparelho estatal em todas as esferas depende da saúde das empresas e da capacidade de consumo da população. As soluções que inventaram fora desta regra não lograram êxito.
A esperança, contudo, renasce – mesmo tímida – diante da capacidade de interlocução que tem o novo Presidente e, ao que parece, a consciência que o Brasil precisa, de um lado, equilibrar a Previdência, otimizar gastos, priorizar investimentos, conter aumentos salariais que agravem os Estados da Federação e, de outro, abrir uma pauta positiva de apoio a produção e a empregabilidade, inclusive, refletindo sobre os encargos do emprego formal e a regularização da terceirização.
É hora, portanto, de arregaçarmos as mangas e trabalharmos mais, com responsabilidade e respeito ao interesse coletivo. A luz no final do túnel que começa a aparecer precisa ficar mais próxima, fato que não pode ser gravemente dificultado apenas por questões partidárias na direção da disputa presidencial de 2018.
É possível o recomeço. A economia resistiu, apesar dos números negativos acumulados e do impressionante número de desempregados. Precisamos agir, com melhor velocidade e responsabilidade mais aguçada! É hora de avançar. - Bora, Temer, não há mais o que esperar!


PUBLICADO NA TRIBUNA DO NORTE (11.09.2016)

 

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