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Hora de desarmar o palanque

Amaro Sales de Araújo, industrial, Presidente da FIERN e do COMPEM/CNI

Concluído o processo eleitoral é hora de juntar bandeiras, desarmar palanques, retirar adesivos e olhar para frente: há muito o que fazer em cada município.

A próxima administração terá desafios especiais. O cenário que se desenha para os próximos anos não é dos mais animadores para as receitas municipais. A economia brasileira, anteriormente fundada apenas no consumo, viverá um momento de transição. As mudanças que estão sendo anunciadas e, sobretudo, a atenção à responsabilidade fiscal, surtirão efeito.

A aprovação da PEC 241 já foi um bom começo, mas até chegarmos no outro lado da travessia, muitos sacrifícios serão feitos. A ausência de uma economia pujante, obviamente, reflete em dificuldades para a gestão municipal, especialmente, naquela onde os repasses da União e do Estado representam quase que a totalidade da receita municipal.

De todo modo, com maiores ou menores dificuldades, esperamos muito dos novos gestores, sobretudo, que se unam em torno de soluções para este que é, provavelmente, um dos mais difíceis momentos do Brasil. Igualmente difícil para o Rio Grande do Norte que, além de receber os efeitos maléficos da crise nacional, amarga as consequências de cinco anos de grave estiagem.

É hora, portanto, de palanques desarmados e, com serenidade, vermos nossos líderes em torno de uma mesa comum juntando esforços e dividindo preocupações. É um momento, aliás, propício à criação de um gabinete de crise onde autoridades e líderes estaduais e municipais consolidem um roteiro para enfrentarmos tantas turbulências. O Sistema FIERN, com seu acervo técnico, larga experiência em projetos e dedicado ao Rio Grande do Norte já se apresenta para contribuir.

Recentemente, por sinal, o Governo do Estado convidou as Federações e outras instituições e partilhou sérias preocupações diante da manutenção de despesas fixas e da queda das receitas. O Governo do Estado tem feito importantes iniciativas de contenção de gastos, mas custos fixos, por exemplo, com pessoal crescem vegetativamente, mesmo sem a admissão de novos servidores. Faltam recursos financeiros, pelo responsável relato do Governo, para suportar todas as obrigações. Os técnicos chegaram a mencionar uma frustração de receita em torno de R$1 bilhão de reais. É muito significativo.

Neste contexto, os novos Prefeitos e Vereadores chegarão aos mandatos a partir de janeiro. Devem se somar às iniciativas em curso e, provavelmente, começarão com anúncios de cortes e contenções. Não existe ambiente para um outro início, senão a busca pelo equilíbrio financeiro e orçamentário logo no começo do novo mandato, mesmo para os que foram reeleitos.

Há muita gente boa e séria desejando fazer o melhor e mais correto. Precisamos que todos sejam contagiados – em todas as instâncias e Poderes – pelo espírito empreendedor de fazer mais, com menos; de somar esforços em torno do bem comum e deixar somente para a campanha eleitoral as disputadas mais acirradas. Quem chegar ao futuro agradecerá.

Publicado na Tribuna do Norte (16.10.2016)

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Hora de desarmar o palanque

Amaro Sales de Araújo, industrial, Presidente da FIERN e do COMPEM/CNI

Concluído o processo eleitoral é hora de juntar bandeiras, desarmar palanques, retirar adesivos e olhar para frente: há muito o que fazer em cada município.

A próxima administração terá desafios especiais. O cenário que se desenha para os próximos anos não é dos mais animadores para as receitas municipais. A economia brasileira, anteriormente fundada apenas no consumo, viverá um momento de transição. As mudanças que estão sendo anunciadas e, sobretudo, a atenção à responsabilidade fiscal, surtirão efeito.

A aprovação da PEC 241 já foi um bom começo, mas até chegarmos no outro lado da travessia, muitos sacrifícios serão feitos. A ausência de uma economia pujante, obviamente, reflete em dificuldades para a gestão municipal, especialmente, naquela onde os repasses da União e do Estado representam quase que a totalidade da receita municipal.

De todo modo, com maiores ou menores dificuldades, esperamos muito dos novos gestores, sobretudo, que se unam em torno de soluções para este que é, provavelmente, um dos mais difíceis momentos do Brasil. Igualmente difícil para o Rio Grande do Norte que, além de receber os efeitos maléficos da crise nacional, amarga as consequências de cinco anos de grave estiagem.

É hora, portanto, de palanques desarmados e, com serenidade, vermos nossos líderes em torno de uma mesa comum juntando esforços e dividindo preocupações. É um momento, aliás, propício à criação de um gabinete de crise onde autoridades e líderes estaduais e municipais consolidem um roteiro para enfrentarmos tantas turbulências. O Sistema FIERN, com seu acervo técnico, larga experiência em projetos e dedicado ao Rio Grande do Norte já se apresenta para contribuir.

Recentemente, por sinal, o Governo do Estado convidou as Federações e outras instituições e partilhou sérias preocupações diante da manutenção de despesas fixas e da queda das receitas. O Governo do Estado tem feito importantes iniciativas de contenção de gastos, mas custos fixos, por exemplo, com pessoal crescem vegetativamente, mesmo sem a admissão de novos servidores. Faltam recursos financeiros, pelo responsável relato do Governo, para suportar todas as obrigações. Os técnicos chegaram a mencionar uma frustração de receita em torno de R$1 bilhão de reais. É muito significativo.

Neste contexto, os novos Prefeitos e Vereadores chegarão aos mandatos a partir de janeiro. Devem se somar às iniciativas em curso e, provavelmente, começarão com anúncios de cortes e contenções. Não existe ambiente para um outro início, senão a busca pelo equilíbrio financeiro e orçamentário logo no começo do novo mandato, mesmo para os que foram reeleitos.

Há muita gente boa e séria desejando fazer o melhor e mais correto. Precisamos que todos sejam contagiados – em todas as instâncias e Poderes – pelo espírito empreendedor de fazer mais, com menos; de somar esforços em torno do bem comum e deixar somente para a campanha eleitoral as disputadas mais acirradas. Quem chegar ao futuro agradecerá.

Publicado na Tribuna do Norte (16.10.2016)

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