Atividade da construção potiguar suaviza retração em junho

26/07/2019   15h14

A Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela FIERN, aponta que a atividade do setor registrou
queda menos intensa em junho e continuou abaixo do padrão usual para o período, tendência que se repete
initerruptamente desde fevereiro de 2013. O nível médio de Utilização da Capacidade de Operação (UCO),
por sua vez, cresceu de 41% para 43% entre maio e junho. Acompanhando a moderação no declínio da da
atividade, o número de empregados caiu em menor intensidade.

 

No segundo trimestre de 2019, as condições financeiras das empresas do setor melhoraram em relação ao
trimestre anterior. Entretanto, os indicadores continuam abaixo dos 50 pontos, refletindo insatisfação com
as margens de lucro e a situação financeira, além de dificuldades de acesso ao crédito. Os empresários
também apontaram que os preços médios das matérias-primas tiveram aumento menor do que no primeiro
trimestre.

 

O principal problema do trimestre, na opinião dos empresários da Indústria da Construção, foi a elevada
carga tributária; seguida pela falta de capital de giro, pela demanda interna insuficiente, pela inadimplência
dos clientes e pela burocracia excessiva.

 

Em julho, os indicadores de expectativas são pessimistas pelo quarto mês consecutivo, após registrarem
perspectivas positivas em março. Ou seja, os empresários da Indústria da Construção preveem queda no
nível de atividade, nas compras de insumo e matérias-primas, nos novos empreendimentos e serviços e no
número de empregados nos próximos seis meses. Por outro lado, o indicador de intenção de investimento
apresenta melhora pelo segundo mês seguido, o índice de 34,5 pontos representa aumento de 3,2 pontos
na comparação com junho (31,3 pontos) e de 8,4 pontos em relação a julho de 2018 (26,1 pontos).

 

Comparando-se os indicadores avaliados pela Sondagem Indústria da Construção potiguar com os
resultados nacionais divulgados em 26/07 pela CNI, observa-se que, de um modo geral, as avaliações
convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais esperam crescimento no nível de atividade,
nas compras de insumo e matérias-primas, nos novos empreendimentos e serviços e no número de
empregados nos próximos seis meses.

 

Para ler a íntegra da Sondagem, favor acessar o link: https://www.fiern.org.br/wp-content/uploads/2019/07/Sondagem-Industria-da-Const_jun19.pdf