Bolsonaro diz que irá simplificar e reduzir o número de impostos para permitir o maior empreendedorismo

17/05/2018   22h10

 

Pré-candidato do PSL à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro defendeu as reformas previdenciária, gradativa, e tributária, com a simplificação e redução de impostos, além de privatização e redução da máquina pública, durante entrevista coletiva, nesta quinta-feira, 17 de maio. Bolsonaro é o terceiro presidenciável a participar do “Fórum FIERN Caminhos do Brasil”, promovido pelo Sistema FIERN, na Casa da Indústria. O Fórum tem como objetivo abrir espaço para exposição e debate das propostas dos candidatos a presidente da República.

 

O plano de governo do pré-candidato do PSL será apresentado em agosto e, segundo ele, não será uma “peça de ficção” como as demais. Entre as discussões em fase avançada, está também a privatização de autarquias. Das cerca 150 estatais existentes no país, o deputado defende privatizar ou extinguir um terço imediatamente e outro terço pode ser privatizado, de acordo com o modelo. “Algumas estatais são estratégicas e não podemos desfazê-las, apenas pra combater a corrupção. Temos um estudo já avançado. Mas também não é jogar pra cima e ver quem pega, é privatizar vendo modelos que deram certo”, disse.

 

 

Questionado sobre a reforma tributária, ele afirmou que ficará a cargo da equipe econômica de governo, chefiada pelo economista Paulo Guedes, mas antecipou que irá simplificar e reduzir o número de impostos para permitir o maior empreendedorismo. “Precisamos facilitar a vida de quem quer empreender. Eu não quero ser patrão no Brasil. Precisa ter muita coragem para ser patrão no Brasil, dado os vários problemas que enfrentamos, legislação trabalhista, carga tributária, fiscalização”, avalia.

 

Sem especificar quais propostas, Bolsonaro admite que copiará alguns pontos da política econômica americana, que serve como “inspiração”, e que adotará medidas “radicais”, mesmo levando em consideração que as economias dos dois países tem suas particularidades; além de despesas da União, que tem 93% do orçamento comprometido com gastos obrigatórios e paga mais de R$ 1 trilhão em rolagem da dívida. “O Trump, por exemplo, baixou drasticamente os impostos para os empresários, em consequência muitas empresas voltaram para os EUA e o emprego cresceu. Temos que fazer algo parecido aqui”, disse.

 

O deputado afirma que pretende copiar também da legislação americana propostas para a política de segurança pública, caso seja eleito. “Eu me inspiro muito na legislação americana”, disse.

 

Já a proposta para a reforma da previdência deve começar pelo serviço público e de forma gradativa, com o aumento dos tempos de serviço e idades para aposentadoria. Para homens, no serviço público, passar de 60 anos para 61 de idade e de 35 para 36 anos de serviço. E para mulher, de 55 para 56 e de 30 para 31 anos. “Precisamos acabar com a fábrica de marajás que há no serviço público. A reforma deve acontecer paulatinamente. O que resolve, de imediato, é colocar todo mundo para ganhar salário mínimo, mas eu não quero proletarializar o Brasil, porque isso se chama comunismo. E eu não sou comunista”, afirma.

 

E afirma que a proposta reforma político-partidário não depende do presidente. “O presidente é o último a apitar numa reforma político partidária, porque quem decide é o parlamento”, afirma.