Presidente da FIERN participa de lançamento do livro da CNI ‘200 Anos de Independência: a Indústria e o Futuro do Brasil’

27/09/2022   10h09

 

O presidente da FIERN, Amaro Sales de Araújo, participou da solenidade durante a qual a CNI lançou o livro “200 Anos de Independência – a indústria e o futuro do Brasil”. O livro tem a curadoria do ex-ministro da Educação e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) Cristovam Buarque. O lançamento foi na noite de segunda-feira, 26, na sede da CNI, em Brasília.

 

O livro ‘200 Anos de Independência: a Indústria e o Futuro do Brasil’ analisa aspectos históricos relevantes para o país, que têm relação com o setor industrial, e discute o futuro, em meio às comemorações do bicentenário da conquista da soberania da nação, celebrados neste ano. Dividida em cinco capítulos, a publicação é composta por 22 artigos, que resumem as principais reflexões feitas por especialistas e lideranças políticas e empresariais em um ciclo de seminários realizados pela entidade no primeiro semestre.

 

Durante a cerimônia de lançamento, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, falou sobre o papel da indústria na história do país. “Esse é um momento muito oportuno para refletirmos sobre a trajetória do Brasil e sobre os desafios que temos de enfrentar para construirmos uma nação economicamente mais próspera, socialmente justa, tecnologicamente mais avançada e ambientalmente sustentável. A indústria não poderia ficar de fora dessa celebração, uma vez que o setor sempre desempenhou papel de grande relevância nas transformações ocorridas na sociedade brasileira.”, refletiu.

 

 

O livro apresenta um mosaico de olhares sobre a trajetória do país ao longo dos dois séculos de Independência e os desafios e as perspectivas para as próximas décadas, em áreas estratégicas para o progresso do país: evolução política; desenvolvimento econômico e sustentabilidade; desenvolvimento social; desenvolvimento industrial, científico e tecnológico; e educação e cidadania.

 

Nas 164 páginas da obra, os autores dos textos externam suas percepções sobre os avanços e fracassos registrados pelo Brasil no período. Além disso, fazem conjecturas para indicar possíveis oportunidades e missões para que, daqui a cem anos, quando completar-se-á o terceiro centenário, o país possa olhar para trás e concluir que conseguiu construir uma nação educada, economicamente próspera, socialmente justa, politicamente democrática, tecnologicamente avançada e ambientalmente sustentável.

 

O livro e os seminários tiveram a curadoria do escritor e professor emérito da Universidade Brasília (UnB) Cristovam Buarque, que já foi senador, ministro da Educação e governador do Distrito Federal. Cristovam é responsável, ainda, por análises curtas de cada um dos textos e por um ensaio na parte final da publicação.

 

“Em parceria com profissionais da CNI, selecionamos os nomes de todos esses especialistas. Ainda era fim de pandemia. Alguns não puderam comparecer presencialmente, mas conseguimos fazer todas as conferências com nomes de altíssimo nível, como o ex-presidente da República Michel Temer, cujo texto abre o livro”, relata Cristovam.

 

 

Na apresentação da obra, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que a indústria não poderia ficar fora da celebração do bicentenário da Independência, uma vez que o setor desempenhou papel de grande relevância para o desenvolvimento do país em todo esse período. Segundo ele, ao realizar tal projeto, a CNI reafirma o compromisso com o desenvolvimento econômico, social e tecnológico do país.

 

“Acreditamos que, se o ‘dever de casa’ for feito, o Brasil tem tudo para figurar entre as nações mais desenvolvidas em um futuro não muito distante – um futuro que traga mais renda, qualidade de vida e bem-estar para a população”, complementa.

 

De acordo com o histórico traçado por Robson Andrade na apresentação, os primeiros 160 anos depois da Independência foram marcados pelo surgimento e pela consolidação do processo de industrialização nacional, que se tornou moderna e diversificada. O país virou referência em produção de alimentos, bebidas, couro, calçados, têxteis, móveis, celulose, etanol e papel, entre outros setores.

 

“Alcançamos um patamar de exportação de itens de média e alta intensidade tecnológica, como produtos químicos e farmacêuticos, materiais elétricos, veículos automotores, aeronaves, máquinas eletrônicas e equipamentos de transporte e telecomunicações”, diz o texto.