Produção industrial potiguar suaviza queda em dezembro

25/01/2021   11h26

 

A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela
FIERN, revela que, no mês de dezembro, a produção industrial potiguar registrou recuo menos
intenso. Porém, essa queda era esperada, pois o final de cada ano é um período no qual comumente
é visto um arrefecimento da atividade industrial. O recuo da produção, entretanto, foi mais brando
que em anos anteriores: o índice de dezembro de 2020 (47,9 pontos) é o maior para meses de
dezembro desde 2012, quando atingiu 48,0 pontos. Já o índice de evolução do número de
empregados ficou em 51,6 pontos, demonstrando crescimento do emprego na indústria em
dezembro. Registre-se que esse aumento do emprego foi o primeiro para o mês de dezembro desde
o início da série histórica em 2011. O nível médio de utilização da capacidade instalada (UCI), por
seu turno, manteve-se inalterado pelo segundo mês consecutivo em 2020, em 70%; e foi
considerado pelos empresários consultados como abaixo do padrão usual para meses de dezembro
(indicador de 49,7 pontos). Além disso, os estoques de produtos finais cresceram, e ficaram acima
do nível desejado pelo conjunto da indústria. Em janeiro de 2021, as expectativas dos empresários
para os próximos seis meses quanto à demanda, ao número de empregados, às compras de
matérias-primas e às exportações, são otimistas. A intenção de investimento, por sua vez, voltou a
cair – recuo de 0,6 pontos na comparação com dezembro e de 0,9 ponto em relação a janeiro de
2020.

 

 

Os indicadores de condições financeiras registraram alta no quarto trimestre de 2020, pelo segundo
trimestre seguido. O índice de satisfação com a margem de lucro operacional aumentou de 37,3
para 47,2 pontos, mas permanece abaixo dos 50 pontos, o que revela insatisfação com as margens
de lucro, ainda que moderada. O índice de satisfação com a situação financeira, por sua vez,
cresceu de 38,4 para 51,0 pontos, mostrando que os empresários estavam satisfeitos com sua
situação financeira, o que não ocorria desde o primeiro trimestre de 2013 (indicador de 51,1 pontos).
Já o índice de facilidade de acesso ao crédito subiu de 33,1 para 38,1 pontos, porém continua
abaixo dos 50 pontos, indicando que o acesso ao crédito continua difícil, mas melhorou no trimestre,
de acordo com a percepção dos empresários. As empresas avaliaram ainda, que os preços médios
das matérias-primas subiram, todavia, em menor intensidade do que no terceiro trimestre.
No quarto trimestre de 2020, a falta ou alto custo da matéria prima, que já havia se tornado o
principal problema da indústria potiguar no trimestre anterior, cresceu de importância e foi
assinalada por um percentual ainda maior de empresas. Em seguida aparecem, a elevada carga
tributária, a taxa de câmbio, a falta ou alto custo de energia, a competição desleal e a inadimplência
dos clientes.

 

Quando comparados os dois portes empresariais pesquisados, observa-se comportamento
diferenciado e mais favorável às médias e grandes empresas. As pequenas empresas apontaram
estabilidade na produção; queda no número de empregados; estoques de produtos finais estáveis
e abaixo do planejado; insatisfação com a lucratividade e a situação financeira; e as expectativas
para os próximos seis meses são pessimistas quanto à evolução do número de empregados, das
compras de matérias-primas e das exportações. Todavia, preveem estabilidade na demanda. As
médias e grandes empresas, por seu turno, sinalizaram queda na produção; aumento no número
de empregados; estoques de produtos finais em alta e acima do nível planejado; lucratividade
avaliada como satisfatória e situação financeira boa; e esperam aumento na demanda, no pessoal
ocupado, nas compras de matérias-primas e nas exportações nos próximos seis meses.

 

Para acessar a íntegra acesse o link:  https://www.fiern.org.br/wp-content/uploads/2021/01/SONDIND_dez2020.pdf

 

Fonte: – Unidade de Economia e Pesquisa da FIERN – Gerente: Sandra
Lúcia Barbosa Cavalcanti – Elaboração: Silvana Maria de Araújo

 

Postagem: Jô Lopes - Unicom FIERN