Produção industrial potiguar volta a crescer em setembro

27/10/2020   13h41
A Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN, mostra que, em setembro, o conjunto da indústria potiguar registrou aumento mais forte na produção industrial relativamente ao levantamento de agosto. Mesmo assim, o nível médio de utilização da capacidade instalada (UCI) recuou, de 73% para 71%, mas permanece acima de sua média histórica (70%), e foi considerado pelos empresários consultados como abaixo do padrão usual para meses de setembro. O número de empregados, registrou nova queda, apesar do aumento da produção, mantendo a tendência que vem sendo observada desde outubro de 2017.
Além disso, os estoques de produtos finais caíram na passagem agosto para setembro, e ficaram abaixo do nível desejado pelo conjunto da indústria. Em outubro, as expectativas da indústria potiguar para os próximos seis meses apontam otimismo com relação à evolução da demanda, das compras de matérias-primas e das exportações, mas os empresários preveem queda no número de empregados. O índice de intenção de investimento, por sua vez, recuou 4,1 pontos entre setembro e outubro de 2020, para 48,4 pontos. Ressalte-se que essa variação negativa é a primeira após cinco altas consecutivas, período no qual o indicador acumulou aumento de 17,3 pontos.
Os índices de satisfação com a situação financeira e com o lucro operacional registraram aumento no terceiro trimestre de 2020, mas permaneceram abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando insatisfação dos empresários tanto com a margem de lucro operacional quanto com a situação financeira de suas empresas, ainda que em menor intensidade. O indicador de acesso ao crédito também subiu, sem, contudo, ultrapassar a linha dos 50 pontos, mostrando que as restrições continuaram no trimestre. É importante destacar que os empresários avaliaram que os preços médios das matérias-primas subiram significativamente em relação ao trimestre anterior.
O principal problema do trimestre, na opinião dos empresários potiguares, foi a falta ou alto custo da matéria-prima, que cresceu em assinalações relativamente ao segundo trimestre; seguida pela elevada carga tributária, pela taxa de câmbio, pelas dificuldades na logística de transporte, pela falta ou alto custo de energia e pela falta de capital de giro. Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, observa-se comportamento divergente em importantes aspectos.
Os resultados da Sondagem sugerem uma evolução positiva e mais consistente das médias e grandes indústrias, em contraposição a um recuo das pequenas. As pequenas indústrias apontaram queda na produção, no número de empregado e nos estoques de produtos finais em relação ao levantamento de agosto. Além disso, as expectativas com relação aos próximos seis meses são pessimistas quanto à evolução da demanda, do número de empregados e das compras de matérias-primas; e preveem estabilidade da quantidade exportada de seus produtos. As médias e grandes empresas, por sua vez, registraram aumento na produção, no número de empregados e nos estoques de produtos finais; e as perspectivas para os próximos seis meses, são de crescimento na demanda, nas compras de insumos e nas exportações; e de estabilidade no número de empregados.
Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados divulgados em 26/10 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que na indústria nacional os empresários reportaram utilização da capacidade instalada acima do usual para meses de setembro; aumento significativo no número de empregados em relação ao levantamento de agosto; satisfação com a situação financeira de suas empresas; e expectativas otimistas com relação ao pessoal ocupado nos próximos seis meses.
EVOLUÇÃO MENSAL DA INDÚSTRIA
Os resultados da Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, realizada entre os dias 1º e 14 de outubro de 2020, mostram que a atividade industrial potiguar voltou a crescer em setembro. Ressalte-se que com esse aumento, o índice do volume da produção alcançou o maior valor para um mês de setembro da série histórica iniciada em 2010. O indicador de evolução da produção cresceu 3,0 pontos em setembro, passando de 54,7 para 57,7 pontos, mostrando crescimento em relação ao mês anterior.
Na comparação com setembro de 2019, o índice apontou alta de 7,7 pontos (50,0 pontos). O indicador das pequenas indústrias passou de 51,8 para 43,2 pontos, revelando queda em relação ao mês anterior. Já as médias e grandes empresas apontaram crescimento na produção, conforme indicador de 62,5 pontos (contra 55,6 pontos do levantamento de agosto).
Os gráficos e as análises na íntegra da Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN, referente ao mês de setembro, estão disponíveis no endereço eletrônico:
Para mais detalhes sobre a Sondagem nacional, acessar o link: