Falta de trabalhador qualificado é problema para a indústria potiguar

17/02/2020   10h15

A Sondagem Especial – Falta de Trabalhador Qualificado — realizada entre os dias 2 e 11 de outubro de 2019 pela CNI e FIERN — mostra que a falta de trabalhador qualificado continua sendo um problema para a Indústria potiguar, apesar do grande número de pessoas desempregadas, disponíveis no mercado, em decorrência da crise. Os resultados revelam que a proporção de empresas que enfrentam dificuldades neste campo diminuiu em relação aos levantamentos de 2011 e 2013, embora não tenha deixado de ser significativa.

 

A sondagem mostra que aumentaram as citações referentes à carência de mão de obra qualificada na área de produção, seja de operadores, de técnicos ou mesmo de engenheiros. Também aumentaram as citações para as áreas administrativa, gerencial e de vendas/marketing. A escassez de trabalhador qualificado impacta diretamente na competitividade das empresas. Entre os objetivos mais prejudicados pelo problema, citados pelos empresários, estão a dificuldade de aumentar a produtividade, bem como garantir e melhorar a qualidade dos produtos fabricados.

 

Entre os mecanismos mencionados para lidar com a falta de mão de obra qualificada, o principal é a capacitação do trabalhador, realizada tanto na própria empresa como por meio de cursos externos.

 

A maior parte das empresas reportou que continua sentindo dificuldade para qualificar mão de obra e atribui o problema a dois motivos principais, que ganharam importância em relação aos levantamentos de 2011 e 2013: pouco interesse dos trabalhadores e a má qualidade da educação básica.

 

Quanto aos ramos industriais mais afetados pela falta de trabalhador qualificado, os resultados consolidados nacionais, divulgados pela CNI e que convergem com os potiguares, revelam, por ordem decrescente de assinalações, que as indústrias de biocombustíveis, móveis, vestuário, produtos de borracha, têxteis e máquinas e equipamentos são as que mais enfrentam o problema.

Principais Resultados RN e Brasil:

 

44% das empresas consultadas apontaram que enfrentam dificuldades com a falta de trabalhador qualificado (nacional = 50%);

 

100% das empresas que sofrem com a falta de trabalhador qualificado têm dificuldade para contratar operadores de máquinas (nacional = 96%);

71% das empresas afirmam que a falta de trabalhador qualificado prejudica o aumento da produtividade (nacional = 72%);

 

90% das empresas utilizam a capacitação na própria empresa para lidar com a falta de trabalhador qualificado (nacional = 85%);

67% das empresas reportaram que o pouco interesse dos trabalhadores é o maior entrave ao investimento em qualificação (nacional = má qualidade da educação básica, com 53% das indicações)

 

Para informações mais detalhadas sobre a Sondagem Especial – Falta de Trabalhador Qualificado acessar o link.