Jovem Aprendiz: Indústria do RN aposta na Aprendizagem para ampliar oferta de mão de obra qualificada

4/02/2026   17h17

 

Em um cenário de busca constante por produtividade e retenção de talentos, o Programa de Aprendizagem Industrial do SENAI consolida-se como o principal elo entre jovens em busca do primeiro emprego e indústrias que enfrentam a escassez de técnicos qualificados. Os cursos estão inseridos no Programa Jovem Aprendiz, uma iniciativa federal que insere jovens no mercado de trabalho, combinando trabalho prático em médias e grandes empresas com cursos teóricos.

 

a analista de Educação do SENAI-RN, Anaclécia Gonçalves, a aprendizagem profissional qualifica jovens assegurando sua formação por meio de atividades teóricas e práticas. “Essas atividades são realizadas no SENAI e a vivência e experiência profissional também é consolidada na empresa. Eles são organizados em tarefas complexas e progressivas para a sua formação. Formar um jovem aprendiz é mais do que abrir uma vaga; é escolher o futuro que a empresa quer construir”, diz.

 

Atualmente, mais empresas estão engajadas na oferta de vagas para jovens aprendizes, observa a analista, por reconhecerem que esses jovens representam mão de obra qualificada para a própria organização e para o mercado de trabalho.

 

“Porque investir na formação do jovem por esse programa de aprendizagem profissional vai formar talentos, impulsionar produtividade, inovação, resultados. Cada jovem aprendiz formado contribuirá no desempenho da indústria. O programa de aprendizagem atua na formação de talentos, qualificação de mão de obra com competências alinhadas à produtividade e fortalece, na verdade, o mundo do trabalho e seus negócios”, completa Anaclécia.

 

“Os cursos do Programa de Aprendizagem Industrial desenvolvidos pelas unidades do SENAI-RN são cursos com foco na indústria, que é o nosso segmento, e eles são demandados pelas empresas. Então, o SENAI abre as vagas de acordo com o número de aprendizes que são encaminhados para a instituição”, explica a analista.

 

O maior objetivo é a formação profissional qualificada e, automaticamente, inserção do jovem no mercado de trabalho. A iniciativa, que oferece formação teórica e prática simultâneas, apresenta-se como uma solução estratégica para empresas do Rio Grande do Norte moldarem profissionais alinhados à sua cultura organizacional desde o primeiro dia de contrato.

 

Jovem aprendiz

Para o público jovem, o programa representa uma porta de entrada gratuita no mercado de trabalho. Podem participar estudantes a partir do 9º ano do Ensino Fundamental ou aqueles que já concluíram o Ensino Médio, com idades entre 14 e 24 anos — exceto para pessoas com deficiência, para as quais não há limite de idade.

 

Diferente de um estágio comum, o contrato de aprendizagem garante ao jovem todos os direitos trabalhistas e previdenciários, incluindo remuneração baseada no salário mínimo, 13º salário, FGTS e férias, que devem coincidir com o período escolar para menores de 18 anos.

 

A jornada é rigorosamente controlada: são permitidas até 6 horas diárias para quem ainda não concluiu o Ensino Fundamental e 8 horas para os graduados nessa etapa. Do lado corporativo, o benefício é financeiro e operacional. Para indústrias contribuintes e associadas, o custo de formação é 100% gratuito.

 

O modelo permite que a empresa avalie a necessidade de mão de obra e conte com o suporte do SENAI para realizar processos seletivos assertivos, utilizando, inclusive, bancos de talentos da instituição.

 

De acordo com as diretrizes do programa, o contrato tem duração máxima de dois anos e é vinculado à duração do curso, não podendo ser prorrogado sob a mesma modalidade. Contudo, o SENAI incentiva a efetivação: após o término do ciclo de aprendizagem, o jovem pode ser contratado por prazo indeterminado, aproveitando o treinamento customizado recebido nas áreas produtivas da própria empresa.

 

A legislação protege o desenvolvimento do jovem, proibindo, por exemplo, o trabalho noturno (entre 22h e 5h) para menores de 18 anos. Com turmas flexíveis e acompanhamento pedagógico constante, o programa visa não apenas preencher vagas, mas formar os profissionais que sustentarão o futuro da indústria potiguar.

 

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Texto: Jô Lopes – HIT SENAI-RN – Fotos: SENAI