
A Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI, revela que, de acordo com a avaliação dos empresários, a produção industrial potiguar voltou a crescer em março de 2026 (indicador de 60,6 pontos), após registrar queda nos cinco meses antecedentes. Ressalte-se que, com esse aumento, o indicador atinge o maior patamar para meses de março de toda a série histórica iniciada em 2010. No mesmo sentido, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) subiu 8 pontos percentuais, para 78%. O emprego no setor, todavia, não acompanhou o desempenho positivo da produção, e apontou estabilidade (50,0
pontos), depois de assinalar queda no levantamento anterior. A pesquisa mostra ainda que os estoques de produtos finais caíram na comparação com o mês anterior (47,9 pontos), e ficaram abaixo do nível planejado pelo conjunto da indústria (41,7 pontos).
No primeiro trimestre de 2026, os empresários potiguares apontaram menor insatisfação com suas margens de lucro (48,8 pontos), mas avaliaram o acesso ao crédito como mais difícil do que no trimestre anterior (41,6 pontos). Adicionalmente, o ritmo de aumento no preço médio das matériasprimas também se acelerou (62,2 pontos). Apesar disso, reportaram satisfação com a situação financeira de suas empresas (50,7 pontos).
Competição desleal (informalidade, contrabando, dumping, etc.), falta ou alto custo de trabalhador qualificado, elevada carga tributária, dificuldades na logística de transporte (estradas, infraestrutura portuária, etc.) e altas taxas de juros se constituíram os principais problemas enfrentados pela indústria potiguar no primeiro trimestre de 2026.
Em abril de 2026, as expectativas dos empresários potiguares para os próximos seis meses são de crescimento da demanda (61,3 pontos), do número de empregados (50,4 pontos) e das compras de matérias-primas (57,9 pontos). Contudo, os executivos esperam queda nas exportações (47,6 pontos). A intenção de investimento, por sua vez, voltou a cair, passando de 71,8 para 70,7 pontos.
Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, observa-se, em algumas das variáveis analisadas, comportamento diferenciado. As pequenas indústrias apontaram estoques de produtos finais em equilíbrio; revelaram insatisfação com sua situação financeira e margens de lucro; esperam queda no número de empregados, nas compras de matérias-primas e na quantidade exportada nos próximos seis meses, mas preveem estabilidade na demanda por seus produtos. As médias e grandes empresas, por sua vez, assinalaram queda nos estoques de produtos acabados; mostraram satisfação com sua situação financeira e lucratividade; e as perspectivas para os próximos seis meses são otimistas quanto a demanda, o número de empregados, as compras de matérias-primas e as exportações.
Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados divulgados em 24/04 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais apontaram queda no número de empregados em março de 2026 (49,1 pontos), ainda que em menor intensidade; demonstraram insatisfação com a situação financeira das empresas no primeiro trimestre (47,2 pontos); e preveem aumento nas exportações (50,9 pontos) e estabilidade no número de empregados (50,1 pontos) nos próximos seis meses.
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