
A Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI/CBIC, mostra que, o nível de atividade do setor caiu em dezembro de 2025 (35,1 pontos), o que é usual para o período. Acompanhando a queda da atividade, o número de empregados também apontou retração (45,2 pontos) – a segunda seguida. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO), por sua vez, registrou avanço, passando de 41% para 46%, alcançando patamar semelhante ao observado em junho de 2025.
No quarto trimestre de 2025, os resultados da Sondagem apontam que as condições financeiras ainda representam um desafio para o setor. Os empresários mostraram maior insatisfação com o lucro operacional em relação ao terceiro anterior (39,9 pontos).
Já os indicadores de satisfação com a situação financeira e com a facilidade de acesso ao crédito apresentaram melhora na comparação com o terceiro trimestre, porém seguem abaixo da linha divisória de 50 pontos, mostrando insatisfação com as condições financeiras de suas empresas e que o acesso ao crédito segue difícil (42,1 e 36,2 pontos, respectivamente). Ademais, os preços dos insumos e matérias-primas continuaram elevados (57,4 pontos), embora tenham subido menos do que terceiro trimestre.
Os resultados da Sondagem apontam, no quarto trimestre de 2025, piora das condições financeiras. Os empresários potiguares mostraram maior insatisfação com o lucro operacional (44,7 pontos) e com a situação financeira de suas empresas (45,0 pontos).
Já o acesso ao crédito, ainda é avaliado como difícil, entretanto, percebe-se um arrefecimento entre os trimestres (de 43,7 para 46,4 pontos). Demanda interna insuficiente, taxa de juros elevadas, falta ou alto custo de trabalhador qualificado, falta ou alto custo da mão de obra não qualificada, falta de capital de giro e elevada carga tributária se constituíram os principais problemas enfrentados pela Construção potiguar no quarto trimestre de 2025.
Em janeiro de 2026, as expectativas dos empresários do setor para os próximos seis meses são de crescimento do nível de atividade (52,7 pontos) e dos novos empreendimentos e serviços (52,7 pontos). Todavia, esperam estabilidade na compra de insumos e matérias-primas (50,0 pontos) e no número de empregados (50,0 pontos). A intenção de investimento, por sua vez, aponta aumento pelo segundo mês consecutivo.
Ao compararmos os índices avaliados pela Sondagem Indústria da Construção potiguar com os resultados nacionais divulgados em 28/01 pela CNI, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença que, na Construção nacional, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) manteve-se estável em 67%; e os empresários esperam aumento nas compras de insumos e matérias-primas (52,5 pontos) e no número de empregados (52,8 pontos) nos próximos seis meses.
EVOLUÇÃO MENSAL DA INDÚSTRIA
Os resultados da Sondagem Indústria da Construção do Rio Grande do Norte, realizada entre os dias 5 e 14 de janeiro de 2026, mostram que o nível de atividade do setor registrou nova queda em dezembro de 2025 – a segunda consecutiva. Ressalte-se, no entanto, que esse comportamento negativo da atividade é usual para meses de dezembro.
O indicador do nível de atividade recuou 7,9 pontos, ao passar de 43,0 para 35,1 pontos, mostrando queda em relação ao mês anterior. Com esse recuo, o indicador atual é o menor para um mês de dezembro desde 2020, quando atingiu 31,1 pontos. Na comparação com dezembro de 2024, o indicador também apresentou queda de 7,9 pontos (43,0 pontos).
O indicador de evolução do número de empregados registrou recuo de 2,5 pontos em dezembro de 2025, ao passar de 47,7 para 45,2 pontos, sinalizando redução no nível de emprego pelo segundo mês consecutivo. Na comparação com dezembro de 2024, o indicador caiu 0,2 ponto (45,4 pontos).
A íntegra com as informações, análise e gráficos da Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela Unidade de Economia e Pesquisa da FIERN e Observatório da Indústria Mais RN, em parceria com a CNI, está disponível no link:
Para informações sobre a Sondagem Nacional, acessar o link: