Crédito do BNDES impulsiona indústria verde e posiciona Brasil na economia de baixo carbono

30/03/2026   10h30

A linha de R$ 10 bilhões financia a difusão de tecnologias da Indústria 4.0 e a produção de bens de capital voltados à economia verde

 

Confederação Nacional da Indústria (CNI) recebeu com entusiasmo a nova linha de crédito anunciada pelo BNDES nesta sexta-feira (27), durante o seminário Acordo Mercosul-União Europeia: um novo capítulo para a indústria brasileira, promovido pela CNI em São Paulo.

 

 

A linha direciona R$ 10 bilhões para o financiamento da difusão de tecnologias da indústria 4.0 e à produção de bens de capital voltados à economia verde, dentro do programa BNDES Mais Inovação, ligado ao Plano Mais Produção (P+P) da Nova Indústria Brasil (NIB).

 

 

O P+P se consolidou como o principal instrumento de financiamento da NIB, e tem demonstrado bom desempenho na aprovação de seus recursos. Do total de R$ 713 bilhões direcionados até o momento pelas diversas instituições financeiras participantes do programa, 92% (R$ 653,2 bilhões) já foram aprovados e destinados para 428 mil projetos industriais.

 

 

O BNDES representa a instituição com o maior percentual de participação no P+P, e, após anunciar um acréscimo de R$ 70 bilhões em fevereiro, agora disponibiliza nova linha de crédito em áreas de fundamental importância estratégica para o desenvolvimento industrial nacional.

 

 

A digitalização e a transformação ecológica configuram-se como tendências consolidadas no desenvolvimento industrial global, sendo conjuntamente reconhecidas como “transição dual”. A descarbonização se apresenta como um imperativo da sociedade, passando a orientar a reorganização da produção e a redefinição de vantagens comparativas.

 

 

A revolução digital, por sua vez, redesenha a fronteira da produtividade industrial, sendo essencial para a competitividade da indústria nacional. Inclusive, a digitalização beneficia a descarbonização e transição energética ao promover maior eficiência e economicidade no processo produtivo, melhor monitoramento e rastreabilidade, e menos desperdícios na produção.

 

 

“Atualmente, a transformação ecológica e digital, conhecida como transição dual, representa uma tendência global em termos de desenvolvimento industrial, e o avanço nessas áreas é decisivo para a competitividade da indústria brasileira. O direcionamento de recursos para esses segmentos reforça a inovação, a produtividade e cria condições para uma inserção mais qualificada do Brasil na nova economia de baixo carbono”, aponta Mário Sérgio Telles, diretor-adjunto de Desenvolvimento Industrial da CNI.

 

 

De acordo com o BNDES, dos R$ 10 bilhões do programa BNDES Mais Inovação, a indústria 4.0 terá uma linha de R$ 7 bilhões, com uma taxa média anual de 6,5%, resultado da mistura entre a TR (Taxa Referencial) do BNDES e taxas de mercado, e a produção de bens de capital verde somará R$ 3 bilhões, também com taxa de 6,5% ao ano, a partir da junção de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo Clima.

 

 

Vale destacar que os investimentos realizados a partir de recursos do BNDES Mais Inovação têm gerado resultados concretos para a indústria nacional.

 

 

Dentre esses, estão o apoio à implantação de 15 plantas industriais pioneiras; aquisição de 86.230 equipamentos da indústria 4.0; construção e modernização de 216.313 m² de laboratórios e centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D); desenvolvimento de 25 softwares com uso inovador de inteligência artificial; geração estimada de 33.889 empregos; envolvimento de 7.198 profissionais em atividades de P&D; desenvolvimento de 611 novos medicamentos, vacinas ou IFAs; e criação de 223 novos produtos ou serviços (exceto medicamentos).

 

 

Diante desse cenário de resultados concretos na produção e na inovação, a CNI reforça a relevância da nova linha de financiamento anunciada pelo BNDES. Ao apoiar segmentos diretamente ligados à transição dual, a medida fortalece áreas estratégicas para o futuro da indústria brasileira, ao estimular a modernização produtiva, a difusão tecnológica, a descarbonização e o aumento da competitividade nacional.

 

 

Da Agência CNI de Notícias