
As equipes de robótica da Rede SESI de Ensino no RN já estão em atividade no Festival SESI de Educação 2026, que acontece de 5 a 8 de março, em São Paulo. A delegação potiguar participa das primeiras etapas da competição de robótica, considerada uma das maiores da América Latina, que reúne mais de 2,3 mil estudantes de todo o Brasil.
Representam o estado as equipes Carcará Lux, SESI Bat Tech, Guaranis, SESI SENAI PotiBat, Techno Sertão e Bat Lego. Formadas por estudantes de 9 a 19 anos, elas competem em diferentes modalidades e buscam classificação para o torneio torneios internacionais.
Durante os primeiros rounds da competição, os alunos têm apresentado bom desempenho. As equipes já participaram de treinos e das primeiras rodadas de avaliação, que envolvem testes com robôs, apresentações técnicas e interação com jurados.
De acordo com o coordenador de Robótica do SESI-RN, Anderson Vieira, o início da participação tem sido positivo e as equipes seguem ajustando detalhes técnicos para melhorar o desempenho nas próximas etapas.
“A participação dos alunos tem sido muito proveitosa até o momento. Eles iniciaram os primeiros rounds e têm se saído bem. Sempre há alguns ajustes, porque a mesa de competição muda um pouco em relação ao que eles treinam, mas as expectativas são as melhores para que terminemos o dia em boas colocações”, afirmou.
Segundo ele, algumas modalidades ainda estão em fase de treinos e iniciam as disputas oficiais nos próximos dias. “As equipes das categorias FTC e FRC ainda estão em rounds de treino e começam as competições oficiais amanhã. Já a Carcará Lux, da modalidade STEM Racing, realizou o primeiro lançamento do carro e teve melhor tempo de resposta”, destacou.
A superintendente do SESI-RN, Danielle Mafra, também acompanha a programação do evento, que reúne palestras e encontros voltados aos gestores da rede. Segundo ela, o festival amplia o contato dos estudantes com temas atuais e com o ambiente de inovação.

“As nossas equipes conseguiram desenvolver projetos de inovação muito compatíveis com os desafios da arqueologia, que é o tema principal deste ano. A gente percebe os meninos mais conectados com as missões e com um desenvolvimento muito positivo durante a competição”, afirmou.
Danielle Mafra também destacou o impacto da experiência para os alunos. “É claro que a competição aqui em São Paulo tem uma proporção gigantesca, mas é uma oportunidade de convivência com crianças de todo o Brasil, de busca por soluções de problemas e de tomada de decisões de forma autônoma, o que certamente contribui para a formação deles”, completa.
Para muitos estudantes, participar do festival é também uma experiência de aprendizado e crescimento pessoal. É o caso de Kauã Medeiros, que participa do torneio pela primeira vez representando a equipe Techno Sertão.
“Esse torneio foi uma oportunidade imensa, algo que mudou minha vida completamente. Aprendi a socializar mais, a me comunicar melhor e tive a chance de conhecer novas pessoas e aprender coisas que eu nunca imaginaria aprender. É uma oportunidade única”, relatou o estudante.
Desafios técnicos e projetos avaliados
Além das partidas com robôs, as equipes também são avaliadas pela apresentação de projetos de inovação e iniciativas sociais alinhadas ao tema da temporada 2025/2026, chamada UNEARTHED. A temática propõe uma imersão no universo subterrâneo, incentivando os estudantes a compreenderem como solos, minerais, cavernas e ecossistemas invisíveis influenciam a vida humana e o meio ambiente.

Segundo a responsável técnica pela Robótica no RN, Laysa Guimarães, os alunos também passam por avaliações diante de jurados durante o festival. “As equipes têm cerca de cinco minutos para apresentar a um grupo de juízes tudo o que desenvolveram durante a temporada. Eles recebem notas e feedbacks sobre o trabalho apresentado, o que ajuda a identificar pontos de melhoria”, explicou.
A expectativa da delegação potiguar é avançar nas classificações e conquistar premiações ao longo do festival, que reúne estudantes de todo o país em torno da robótica, da inovação e da educação tecnológica.
Fotos: Shirley Queiroz