Nossa Economia: Observatório da Indústria MAIS RN analisa emprego, inflação e confiança empresarial

22/01/2026   15h33

 

Os principais indicadores da economia potiguar foram destaque no quadro Nossa Economia, exibido nesta quinta-feira (22), pelo jornal Bom Dia Inter RN, da InterTV Cabugi. A análise foi conduzida pelo assessor técnico do Observatório da Indústria MAIS RN, Pedro Albuquerque, e trouxe um panorama sobre emprego, inflação, custo da cesta básica e confiança do empresariado no Rio Grande do Norte.

 

Confira a análise completa: Os números da Nossa Economia

 

De acordo com os dados apresentados, o estado registrou saldo positivo de 1.548 novos postos de trabalho formais em novembro de 2025. O resultado reflete um movimento de retração em alguns setores e, de expansão em outros. “Tivemos demissões no setor de Agropecuária, puxado pela sazonalidade com o final da safra do melão, e na Construção Civil, com recuo nas obras relacionadas à infraestrutura como estradas”, comentou Pedro Albuquerque.

 

Apesar disso, os setores da Indústria, Comércio e Serviços apresentaram desempenho positivo no período. Na indústria, os segmentos de Petróleo, Gás e Confecções tiveram papel relevante na geração de empregos. “Na confecção, as oficinas de costura fazem parte das atividades mais relevantes da indústria de Transformação”, disse o assessor técnico. Ele ressaltou ainda o peso do setor no mercado de trabalho estadual: “Temos um potencial muito grande nas oficinas. As indústrias de confecção e a têxtil empregam quase 17 mil pessoas no estado e contrataram no final do ano”.

 

Albuquerque ponderou, no entanto, que o ritmo de contratações em 2025 mostra sinais de desaceleração quando comparado ao ano anterior. “Em novembro de 2024, nós contratamos quase 3 mil pessoas e agora foram quase 1,6 mil”, ressaltou. “Começamos a perceber que o mercado começou a desacelerar no final do ano passado”, completou.

 

Outro indicador analisado no quadro foi o comportamento da cesta básica em Natal. Em dezembro de 2025, houve variação negativa de -0,08% e, no acumulado do ano, a redução foi de -0,93%. “Estamos terminando 2025 com uma cesta básica mais barata do que em 2024”, avaliou Albuquerque. Entre os itens que apresentaram quedas mais expressivas estão o feijão (-7,91%), o arroz (-5,06%) e os legumes (-4,67%). “Alguns produtos importantes reduziram no segundo semestre”, destacou. Para o assessor, “esses são os dados que consideramos que impactam toda a população”.

 

No campo da inflação, o Índice de Preços do Consumidor (IPC) apontou variação de 0,34% em Natal, ligeiramente acima do índice nacional, que ficou em 0,33%. No acumulado de 12 meses, a inflação da capital potiguar atingiu 4,49%, enquanto o Brasil registrou 4,26%.

 

Ainda assim, o cenário foi avaliado como de controle inflacionário. “Todavia, se esperava que fosse uma inflação maior para 2025 e esse número, portanto, revela que houve um controle dessa inflação. Os esforços do Governo Federal, especialmente através da Selic, a taxa de juros, conteve o avanço da inflação que pode ter contribuído para a queda da cesta básica”, explicou.

 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial Potiguar (ICEI) também foi abordado e fechou em 53,9 pontos, indicando confiança para novos investimentos. Segundo Albuquerque, a melhora do indicador está associada a agendas voltadas à abertura de mercados internacionais, como o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa é positiva especialmente para setores estratégicos da economia potiguar, voltados à exportação, como a indústria salineira, a pesca e a fruticultura.

 

O quadro Nossa Economia é exibido mensalmente e utiliza dados do painel Termômetro Econômico do Observatório da Indústria MAIS RN, iniciativa do Sistema FIERN. O objetivo é levar à população uma leitura acessível e didática dos principais indicadores econômicos do estado, acompanhados de forma contínua e sistemática.