
A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI, mostra que, na avaliação dos empresários a atividade industrial potiguar registrou nova queda em fevereiro de 2026 (35,3 pontos) – a quinta consecutiva. Ressalte-se que esse é o menor patamar do indicador para o mês de toda a série histórica iniciada em 2010. Acompanhando o desempenho negativo da produção, o número de empregados também apontou declínio (45,4 pontos) – o quarto seguido. No mesmo sentido, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 4 pontos percentuais, para 70%. A pesquisa mostra ainda que os estoques de produtos finais cresceram na comparação com o mês anterior (55,3 pontos), e ficaram acima do nível planejado pelo conjunto da indústria (56,3 pontos).
Em março de 2026, as expectativas dos empresários potiguares para os próximos seis meses são otimistas quanto à evolução da demanda (61,5 pontos), do número de empregados (53,4 pontos) e das compras de matérias-primas (58,1 pontos). Todavia, os executivos esperam estabilidade na quantidade exportada (50,0 pontos). A intenção de investimento, por sua vez, voltou a subir, passando de 68,3 para 71,8 pontos, entre fevereiro e março de 2026.
Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, observa-se, em algumas das variáveis analisadas, comportamento divergente. As pequenas indústrias apontaram estoques de produtos finais em queda, mas dentro do planejado; e preveem estabilidade no número de empregados nos próximos seis meses. As médias e grandes empresas, por sua vez, assinalaram estoques em alta e acima do nível desejado; e as perspectivas para os próximos seis meses são de crescimento do número de empregados.
Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados divulgados em 19/03 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que na indústria nacional a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) se manteve estável em 66% pelo terceiro mês consecutivo, e é o menor nível para meses de fevereiro desde 2019, quando a UCI também ficou em 66%; os estoques de produtos finais caíram (48,9 pontos) e ficaram abaixo do planejado (49,6 pontos); e a intenção de investimento apresentou queda – a terceira seguida.
EVOLUÇÃO MENSAL
Os resultados da Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, realizada entre os dias 2 e 11 de março de 2026, mostram que a atividade industrial potiguar registrou nova queda em fevereiro de 2026 – a quinta seguida.
O indicador de evolução da produção recuou 9,1 pontos em fevereiro de 2026, passando de 44,4 para 35,3 pontos, mostrando acentuada queda da atividade produtiva frente ao mês anterior. Na comparação com fevereiro de 2025, o indicador caiu 5,9 pontos (41,2 pontos). Tanto as pequenas quanto as médias e grandes empresas apontaram queda na produção, conforme indicadores de 25,0 e 38,6 pontos, respectivamente (contra 55,0 e 40,9 pontos da Sondagem anterior, nessa ordem).
Em fevereiro de 2026, o indicador de evolução do número de empregados ficou estável em 45,4 pontos, revelando queda no emprego em relação a mês anterior – a quarta consecutiva. Na comparação com fevereiro de 2025, o indicador recuou 1,5 ponto (46,9 pontos). Em termos de porte empresarial, tanto as pequenas quanto as médias e grandes empresas apontaram retração no número de empregados, conforme indicadores de 45,0 e 45,5 pontos, respectivamente (contra 45,0 e 45,5 pontos, nessa ordem, da Sondagem de janeiro).
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) atingiu, em fevereiro de 2026, 70%, quatro pontos percentuais abaixo do indicador de janeiro (74%), três inferior ao patamar observado em fevereiro de 2025 (73%) e 1 p.p. aquém de sua média histórica (atualmente em 71%). As médias e grandes empresas com um grau médio de utilização de 72% (contra 73% da Sondagem de janeiro), superaram as pequenas indústrias, cujo indicador atingiu 67% (ante 79% do mês anterior).
O indicador de evolução dos estoques de produtos finais na indústria potiguar apontou leve alta de 0,3 ponto em fevereiro de 2026, passando de 55,0 para 55,3 pontos, mostrando aumento do nível de estoques frente ao mês anterior. Na comparação com fevereiro de 2025, o índice avançou 1,7 ponto (53,6 pontos). As pequenas indústrias apontaram redução nos estoques de produtos acabados, enquanto as médias e grandes indústrias apontaram aumento de estoques, segundo indicadores de 37,5 e 61,1 pontos, respectivamente (face 62,5 e 52,5 pontos, nessa ordem, da Sondagem anterior).
O indicador de estoque efetivo-planejado de produtos finais cresceu 2,5 pontos em fevereiro de 2026, passando de 53,8 para 56,3 pontos, revelando que o estoque efetivo estava acima do desejado pelo conjunto da indústria potiguar. Na comparação com fevereiro de 2025, o índice avançou 6,1 pontos (50,2 pontos). Em termos de porte empresarial, enquanto as pequenas reportaram que o nível dos estoques estava igual ao planejado, as médias e grandes empresas apontaram estoques acima do desejado, conforme indicadores de 50,0 e 58,3 pontos, respectivamente (contra 50,0 e 55,0 pontos, nessa ordem, na Sondagem de janeiro).
A íntegra da análise da Sondagem das Indústrias do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI, de em fevereiro está disponível no link:
Para o detalhamento das informações sobre a Sondagem nacional, favor acessar o link: