Rede SESI de Ensino do RN avança na implantação da iniciação científica para alunos da educação básica

12/03/2026   11h27

 

A Rede SESI de Ensino no Rio Grande do Norte participa, nesta semana, da Formação de Professores da Rede SESI em Iniciação Científica Pré-universitária (ICP), realizada em Brasília e promovida pelo Conselho Nacional do SESI. A iniciativa integra uma estratégia nacional para estruturar, de forma permanente, programas de iniciação científica nas escolas da rede, ampliando o contato dos estudantes com a pesquisa desde a educação básica. 

 

A proposta busca ir além da abordagem tradicional de sala de aula e estimular a cultura científica entre os alunos, por meio da criação de grupos de pesquisa e do desenvolvimento de projetos conectados a problemas reais. Participam da iniciativa os professores Mateus Zeca, Francisca Kelidiany e a supervisora pedagógica, Biagna Soares.  

 

Durante a formação, educadores aprofundam conhecimentos sobre método científico, tipos de pesquisa e a abordagem STEAM – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática -, além de discutir formas de fortalecer o protagonismo estudantil por meio da investigação aplicada. 

 

Um dos eixos do programa é a ‘Trilha Formativa do Jovem Cientista’, que orienta a implementação de grupos de pesquisa nas escolas do SESI. A ideia é estruturar atividades no contraturno escolar, de forma semelhante ao que já ocorre com projetos consolidados da rede, como a robótica educacional. 

 

Segundo o professor Mateus Zeca, da SESI Escola São Gonçalo do Amarante, a iniciativa representa um avanço na formação científica dos estudantes. “Temos na nossa grade alguns projetos com iniciação científica, mas agora a proposta do Conselho Nacional e do Departamento Nacional é estruturar um programa mais definido, com grupos de pesquisa no contraturno das aulas. A ideia é incorporar essa parte científica da escola, não deixando apenas nas disciplinas da grade”, explicou. 

 

Ele destaca que o projeto começa a ser implantado neste ano, com perspectiva de consolidação até 2027. “A ideia é já criar grupos de pesquisa agora e iniciar o desenvolvimento dos projetos. A iniciação científica tem um processo mais gradual, porque envolve pesquisa e experimentação. A partir disso, vamos buscar participação em feiras científicas de referência nacional e internacional”, acrescentou. 

 

Formação científica desde a educação básica 

 

A iniciação científica pré-universitária permite que estudantes do ensino fundamental e médio tenham contato com práticas de pesquisa antes da graduação. Nesse modelo, os alunos são orientados por professores e desenvolvem projetos científicos baseados em problemas concretos, aprendendo a formular hipóteses, investigar dados e apresentar resultados. 

 

A proposta fortalece competências como pensamento crítico, criatividade, autonomia e resolução de problemas — habilidades cada vez mais demandadas em ambientes acadêmicos e profissionais. Ao integrar a pesquisa ao cotidiano escolar, a Rede SESI de Ensino busca estimular a vocação científica e aproximar os jovens das áreas de ciência, tecnologia e inovação.