
A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI, mostra que, na avaliação dos empresários a atividade industrial
potiguar permaneceu desaquecida na passagem de dezembro para janeiro de 2026, apontando queda na produção (indicador de 44,4 pontos) e o nível de emprego (45,4 pontos). Apesar do recuo
na produção, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) subiu 4 pontos percentuais, passando de 70% para 74%. A pesquisa mostra ainda que os estoques de produtos finais subiram na
comparação com o mês anterior (55,0 pontos), e ficaram acima do nível planejado pelo conjunto da indústria (53,8 pontos).
Em fevereiro de 2026, as expectativas dos empresários potiguares para os próximos seis meses são otimistas quanto à evolução da demanda (60,8 pontos), do número de empregados (52,7
pontos), das compras de matérias-primas (54,4 pontos) e da quantidade exportada (56,3 pontos). A intenção de investimento, por sua vez, praticamente não se alterou (de 68,2 para 68,3 pontos).
Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, observa-se, na maior parte das variáveis analisadas, comportamento divergente. As pequenas indústrias apontaram aumento na
produção; estoques de produtos finais dentro do planejado; e para os próximos seis meses as perspectivas são de estabilidade na quantidade exportada e queda na demanda, no número de
empregados e nas compras de matérias-primas. As médias e grandes empresas, por sua vez, assinalaram queda na produção; estoques acima do nível desejado; e preveem crescimento na
demanda, no número de empregados, nas compras de matérias-primas e nas exportações nos próximos seis meses.
Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados divulgados em 24/02 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as
avaliações convergiram, com a diferença de que na indústria nacional a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) se manteve estável em 66%, entretanto, é o menor resultado para um mês de janeiro desde 2019, quando a UCI também atingiu em 66%; os estoques de produtos finais caíram (48,8 pontos) e ficaram abaixo do planejado (49,2 pontos); as expectativas são de estabilidade da
quantidade exportada nos próximos seis meses (indicador de 50,1 pontos); e a intenção de investimento apontou queda – a segunda consecutiva.
Para maiores informações sobre a Sondagem, confira no link: https://www.fiern.org.br/wp-content/uploads/2026/02/SONDIND_Janeiro-2026.pdf