
As oportunidades de investimento no Rio Grande do Norte foram foco da reunião entre o presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não-Metálicos do RN (SINDMINERAIS-RN), Mário Tavares, e diretores da mineradora estadunidense Niagara Refining LLC, Roger Showalter e Naohiro Toda. O encontro aconteceu nesta terça-feira (14), na Casa da Indústria.
O assessor técnico do Observatório da Indústria Mais RN, Pedro Albuquerque, apresentou dados e informações sobre o ambiente de negócios potiguar, destacando o potencial do estado para as energias renováveis e petróleo, bem como os segmentos da indústria de transformação. Já o assessor do Centro Internacional de Negócios da FIERN (CIN-RN), Tainã Fernandes, apresentou as oportunidades de certificação de produtos para o comércio exterior oferecidas pelo centro.

De acordo com o presidente do SINDMINERAIS-RN, a reunião faz parte de uma agenda dos empresários na procura de minérios estratégicos no mercado global. “A empresa deles utiliza o tungstênio de diversas formas e eles sabem que temos uma tradição na produção desse material.”
“Vamos visitar mineradoras e indústrias no interior do estado para apresentar oportunidades de negócio aqui no estado. É algo bom para a mineração potiguar e estamos auxiliando eles nessa missão”, completou Tavares.
Na conversa, Roger Showalter, que é presidente da Niagara Refining, apresentou a história e atuação da empresa, atualmente baseada na cidade de Buffalo, no estado de Nova Iorque. A empresa utiliza tungstênio para fornecer produtos de meio de cadeia para a japonesa Sumitomo Electric Industries, que há mais de 100 anos trabalha principalmente na fabricação de cabos e ferramentas de metal duro.
“Tradicionalmente, o tungstênio que vem do RN tem algumas impurezas que não conseguimos lidar. Mas estamos trabalhando com novas tecnologias que podem permitir a utilização desse material”, explicou Showalter. “Globalmente, o tungstênio é um mineral de conflito, negociado em contextos de guerra, então precisa de comprovação de origem, sem marcas de negociação envolvendo conflitos armados. O tungstênio extraído no Brasil é muito bom porque é um material livre dessas marcas”, acrescenta.
