Atividade da Construção potiguar modera queda em março, aponta Sondagem FIERN

5/05/2026   10h09

 

A Sondagem da Indústria da Construção, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI/CBIC, indica que na percepção dos empresários, a atividade do setor registrou nova queda em março de 2026 – a nona consecutiva -, conforme indicador de 46,9 pontos, embora mais moderada do que a observada no levantamento de fevereiro, quando atingiu 38,6 pontos. Destaque-se, contudo, que o indicador do nível de atividade de março de 2026 é 9,4 pontos superior ao observado em março de 2025 (37,5 pontos), está 3,3 pontos acima de sua média histórica (hoje em 43,6 pontos) e é o maior para o mês desde 2021, quando alcançou 47,9 pontos. O emprego no setor, todavia, não acompanhou o desempenho da atividade, e apontou estabilidade (50,0 pontos). Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) manteve-se inalterada em relação ao mês anterior, permanecendo em 42% – mesmo percentual observado também em março de 2025 – e está 5 p.p. (pontos percentuais) abaixo de sua média histórica (hoje em 47%).

 

No primeiro trimestre de 2026, os resultados da Sondagem indicam deterioração das condições financeiras do setor, evidenciada pela maior insatisfação dos empresários com o lucro operacional (30,3 pontos), que registrou a segunda queda consecutiva, e pelo recuo do indicador de situação financeira para 32,4 pontos (valores abaixo de 50 pontos indicam insatisfação). Observa-se, ainda, intensificação da pressão de custos, com o aumento expressivo na avaliação do preço médio das matérias-primas, que passou de 57,4 para 71,9 pontos. Em contraposição, o acesso ao crédito apresentou melhora, ao avançar de 36,2 para 43,5 pontos; contudo, o indicador permanece abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando que, apesar do avanço, ainda persistem dificuldades relevantes no acesso ao financiamento.

 

Demanda interna insuficiente, elevada carga tributária, inadimplência dos clientes, altas taxas de juros, falta de capital de giro e falta ou alto custo de trabalhador qualificado se constituíram os
principais problemas enfrentados pela Construção potiguar no primeiro trimestre de 2026. Em abril de 2026, as expectativas dos empresários do setor para os próximos seis meses são de crescimento do nível de atividade (59,3 pontos), das compras de insumos e matérias-primas (56,1 pontos) e dos novos empreendimentos e serviços (57,1 pontos). Todavia, os executivos esperam queda no número de empregados, conforme indicador de 44,7 pontos. A intenção de investimento, por sua vez, ficou estável em 29,9 pontos.

 

Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Indústria da Construção com os resultados divulgados em 28/04 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais apontaram queda no número de empregados (46,2 pontos); a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) aumentou em 1,0 ponto percentual (p.p.), para 66%; preveem redução nos novos empreendimentos e serviços para os próximos seis meses (49,0 pontos) e o índice de intenção de investimentos voltou a crescer em abril de 2026 – de 42,1 para 43,4 pontos -, após dois meses consecutivos registrando queda.

 

Para maiores informações sobre a Sondagem, acesse o link: https://www.fiern.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Sondagem%20Industria%20da%20Const_mar2026.pdf