Maio Amarelo: SENAI-RN sedia palestra ‘Quanto Tempo Vale uma Vida’

21/05/2026   11h23

 

Com o objetivo de acender um alerta sobre a prudência e a preservação da vida nas ruas, o SENAI-RN realizou em 19 de maio, a palestra educativa ‘Quanto Tempo Vale uma Vida?’. O evento, que aconteceu na Sala de Treinamento ISI-ER, integra as ações locais da campanha Maio Amarelo, movimento internacional dedicado à conscientização e redução de acidentes de trânsito.

 

 

Conduzida pelo agente de trânsito da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal, João Filho, a atividade buscou reforçar a importância da responsabilidade individual e coletiva no cotidiano das vias públicas.

 

 

A técnica em segurança no trabalho do SENAI-RN, Eclésia Medeiros, que integra ativamente a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPA) considera a palestra importante no cenário atual do trânsito da capital potiguar.

 

 

“A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do atual cenário da capital potiguar, revelado por um levantamento detalhado emitido pela própria STTU, em conjunto com o Departamento de Engenharia de Trânsito e o Setor de Estatística de Acidente de Trânsito”, diz.

 

 

O documento traça o panorama dos sinistros em Natal entre os anos de 2021 e 2025, evidenciando que, após um período de queda expressiva na acidentalidade, os números voltaram a subir recentemente.

 

 

Os dados mostram que a cidade começou o período analisado com 4.226 registros de sinistros em 2021, oscilando para 4.376 no ano seguinte. “Após uma redução gradativa que culminou no patamar mais baixo em 2024, com 2.527 ocorrências, o ano de 2025 quebrou a tendência de queda e fechou com 2.836 acidentes, sinalizando a necessidade urgente de intervenções educativas como a promovida pelo SENAI-RN” aponta o documento apresentado por João Filho.

 

 

Participaram da palestra instrutores e colaboradores do SENAI-RN de Natal/RN.

 

Resumo dos sinistros

 

De acordo com o documento apresentado na palestra, o mês de dezembro se consolida como um mês historicamente crítico; em 2022, alcançou o pico de 431 registros e, em 2025, contabilizou 290 casos, um acréscimo de cem ocorrências em comparação com o dezembro anterior.

 

 

Geograficamente, a Região Sul da cidade concentra a maior incidência de eventos, tendo registrado seu ápice em 2022 com 1.821 colisões, e fechando 2025 com 1.131 registros, um aumento de 116 casos em relação a 2024. Nesse recorte territorial, o bairro de Lagoa Nova desponta como a localidade com maior número de sinistros, acumulando 651 registros em 2021 e voltando a subir para 417 em 2025.

 

 

Quando analisadas as vias públicas, a Avenida Prudente de Morais lidera a série histórica com um acumulado expressivo de 1.013 registros de sinistros, mantendo a tendência de alta ao fechar o último ano com 147 ocorrências.

 

 

Outro ponto crítico mapeado foi a Avenida Engenheiro Roberto Freire, que teve seu pior momento em 2022 com 264 acidentes e, embora tenha apresentado uma redução em 2025 com 89 registros, permanece sob constante monitoramento dos órgãos de fiscalização.

 

 

O perfil dos acidentes em Natal também revela padrões de comportamento dos condutores. O período da manhã é o mais vulnerável a ocorrências, registrando seu recorde em 2023 com 1.967 episódios e apontando 1.341 casos em 2025.

 

 

Dias da semana específicos também exigem maior atenção dos motoristas, sendo as sextas-feiras os dias mais violentos do trânsito natalense, acumulando 3.040 registros no período analisado, seguidas de perto pelas segundas e quartas-feiras.

 

 

A natureza dessas ocorrências aponta para a falta de distância segura e a distração ao volante como fatores determinantes para o perigo. As colisões traseiras figuram isoladas como a tipologia mais frequente de acidente na capital, somando um total de 5.868 registros na série histórica.

 

 

O pico dessa modalidade ocorreu em 2022 com 1.479 batidas na traseira, e o ano de 2025 reforçou a preocupação das autoridades ao registrar 850 casos, o que representa um aumento de 113 ocorrências em comparação com o ano anterior.

 

 

Diante de estatísticas tão detalhadas e preocupantes, o debate levado ao SENAI-RN reforça que a mudança de comportamento nas ruas é o caminho mais eficaz para reverter os gráficos e salvar vidas.