O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, destacou as ações e projetos em inovação de desenvolvimento tecnológico do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), do SENAI-RN, no primeiro dia da Feira de Hannover — maior evento mundial de tecnologia industrial. Ele integra a missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao evento, que conta também com a realização do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), o principal fórum bilateral do setor produtivo dos países.
“Nesse contexto de parceria internacional, apresentamos a produção científica, a inovação e o compromisso do SENAI-RN com o processo de transição energética e com o processo de melhoria da nossa indústria”, declarou Serquiz. “Através do ISI-ER e do Centro de Tecnologias do Petróleo e Gás e Energias Renováveis, o SENAI-RN promove um intercâmbio contínuo de conhecimento”, acrescentou.
“Essa cooperação traz confiança, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável, fortalecendo a indústria no nosso estado e abrindo oportunidades para o futuro”, destaca Serquiz.

Os projetos do SENAI-RN estão expostos no estande do SENAI na Feira de Hannover. Entre as iniciativas em exposição estão a Boia Bravo, os estudos com combustível sustentável de aviação, a planta experimental de Hidrogênio Verde e a planta de produção de energia eólica no offshore.
Rodrigo Mello, diretor regional do SENAI-RN, também integra a missão. “O SENAI-RN, capitaneado pela Federação das Indústrias, está representando muito bem a tecnologia de ponta para o desenvolvimento da indústria brasileira. As discussões têm sido boas e acredito que é mais um passo para o desenvolvimento tecnológico no Rio Grande do Norte e em todo o Brasil.”
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Missão empresarial
Um grupo de mais de 260 representantes da indústria brasileira, entre empresários e executivos, participam da Hannover Messe, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, e do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), o principal fórum bilateral do setor produtivo dos países.
A missão empresarial será de 20 a 24 de abril e é liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com uma programação focada em resultados práticos com reuniões de negócios, mesas redondas empresariais e visitas a indústrias como Airbus, Mercedes-Benz e Volkswagen.

Foto: Michelle Fioravanti / CNI
A iniciativa ocorre em meio ao estreitamento dos laços Brasil-Alemanha. De acordo com levantamento da CNI, em 2025 os países movimentaram US$ 20,9 bilhões em comércio bilateral, com exportações brasileiras de US$ 6,5 bilhões – uma alta de 11,6% – e importações de US$ 14,4 bilhões. Além disso, a Alemanha é o oitavo maior investidor no Brasil, com estoque de US$ 38,5 bilhões (2024). Esse cenário reforça o potencial de expansão de negócios e cooperação industrial, especialmente em segmentos de maior valor agregado.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a participação brasileira representa um momento estratégico de projeção internacional. “Esta é uma oportunidade única que permitirá ao Brasil promover sua indústria. O protagonismo brasileiro contribuirá para o fortalecimento de negócios, a atração de investimentos e a ampliação do país no mercado internacional”, afirma.
Eixo central da missão empresarial, o EEBA acontece nesta segunda-feira (20) e deve reunir 800 participantes – dos quais 550 são brasileiros. Realizado pela CNI em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI, na sigla em alemão), o objetivo do evento é promover diálogo estruturado para ampliar comércio, investimentos e cooperação industrial.
Além do número expressivo de participantes, esta edição do EEBA se torna ainda mais relevante com a conclusão do Acordo Mercosul-União Europeia e às vésperas da aplicação provisória do tratado nos países dos blocos – uma demanda antiga tanto do Brasil como da Alemanha. Com o potencial transformador do acordo para as relações bilaterais, a expectativa da indústria é que haja aumento do comércio com redução de tarifas, maior previsibilidade regulatória e avanço da integração produtiva. Além disso, o tratado deve impulsionar a diversificação das exportações brasileiras e ampliar o acesso a insumos e investimentos europeus, uma oportunidade de inserção qualificada no comércio internacional.