A região Oeste Potiguar celebrou a chegada da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) à cidade de Mossoró. Em uma noite de festa, nesta quinta-feira (21), que reuniu empresários, autoridades e representantes da sociedade de toda a região, a FIERN inaugurou a Casa da Indústria do Oeste Potiguar Industrial Francisco Vilmar Pereira.
É a primeira vez, em uma história de 73 anos, que a FIERN instala uma sede própria fora da capital. O espaço vai abrigar sindicatos filiados à Federação e ampliar a integração da indústria da região Oeste. Dados compilados pelo Observatório da Indústria Mais RN apontam que a região conta com 2.193 indústrias, divididas em 186 segmentos e que empregam cerca de 29 mil trabalhadores.
Em seu discurso na cerimônia de inauguração, o presidente da FIERN, Roberto Serquiz, destacou os potenciais econômicos da região, como o sal, petróleo, energias renováveis, minerais não metálicos, cerâmica, construção civil, alimentos, turismo e logística. “Mossoró é a segunda cidade em competitividade do Rio Grande do Norte, a 12ª do Nordeste, e representa cerca de 50% do PIB Industrial do Estado. É uma região que merece uma estrutura para que a indústria possa fazer mais pelo setor.”
Serquiz também mencionou vocações do setor produtivo da região que vão definir o futuro da indústria potiguar. É o caso do petróleo na Margem Equatorial e a produção de Hidrogênio Verde e Amônia na cidade de Areia Branca. “É uma região pujante no presente, mas também no futuro. Portanto, mais do que um espaço físico, inauguramos um ambiente de ideias, oportunidades e transformação. Porque quando a indústria avança, o Rio Grande do Norte cresce junto.”
A nova sede inicia as atividades com salas para quatro sindicatos: Sindicato da Indústria da Extração do Sal (SIESAL-RN), Sindicato da Indústria de Moagem e Refino do Sal (SIMORSAL-RN), Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Mossoró, Região Oeste e Costa Branca (SINDPAM) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mossoró e Região Oeste (SINDUSCON Oeste RN). Os presidentes de cada um dos sindicatos receberam, simbolicamente, as chaves para a Casa da Indústria.
“Esses sindicatos receberam suas chaves para que, juntamente com todo o Sistema Indústria, que inclui o Serviço Social da Indústria [SESI-RN], o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial [SENAI-RN] e o Instituto Euvaldo Lodi [IEL-RN], possam receber o melhor apoio para impulsionar o desempenho dessa região”, frisou Serquiz.
A Casa leva o nome do industrial Francisco Vilmar Pereira, 1º vice-presidente da FIERN. Empresário dos ramos petrolífero, de gás natural e imobiliário, Vilmar Pereira também atuou durante trinta anos no ramo da aviação. Foi presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas do RN (SIMETAL-RN), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM). Em 2024, foi agraciado com a Medalha do Mérito Walter Byron Dore, a mais alta honraria do setor industrial potiguar. Em 2017, foi homenageado com a Medalha do Mérito Industrial da CNI.
Vilmar agradeceu pela homenagem e dividiu o momento com a família e pares do setor industrial. “Desde quando cheguei na FIERN, há 42 anos, sempre falei que não seria omisso quando exercesse qualquer função. Como vice-presidente da Federação, reivindiquei uma sede na cidade de Mossoró que condissesse com a economia da cidade. Então, o momento é de agradecimento ao presidente Roberto Serquiz pela iniciativa”, discursou.
A estrutura inclui o auditório Genivan Josué Batista, equipado para receber reuniões e eventos estratégicos para a indústria. O espaço homenageia o empresário e ex-reitor da UERN, pai do vice-presidente da FIERN Marcelo Rosado, que preside Sindicato das Indústrias de Extração de Calcário, Fabricação de Cimento, Cal e de Argamassa do RN (SINECIM-RN).
Quem também participou do evento foi o ex-presidente da FIERN e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Amaro Sales de Araújo, que ressaltou a importância do setor industrial para o desenvolvimento. “Não existe nenhuma cidade, região ou país forte que não tenha uma indústria forte. A indústria é o grande movimento para o desenvolvimento. Então, qualquer lugar que tenha uma indústria, ela tem uma representatividade para aquele local”, disse.