Equipe do MAIS RN, da FIERN, visita Observatório Nacional da Indústria na CNI, em Brasília

23/11/2022   17h34

 

A equipe do MAIS RN, núcleo de planejamento estratégico contínuo da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), foi até Brasília para conhecer o Observatório Nacional da Indústria, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A visita faz parte do processo de integração do núcleo da FIERN à rede nacional de observatórios da CNI.

 

O diretor do MAIS RN, Marcelo Rosado, comenta que “visitar o Observatório da Indústria da CNI nos surpreende pela sua capacidade de comunicar de forma objetiva os caminhos a serem perseguidos e quais devemos evitar”. “As decisões se tornam compreensíveis e convincentes. A articulação se torna óbvia e consensual para construirmos um futuro melhor”, acrescenta.

 

“A previsão dos variados cenários futuros e suas tendências tornou-se possível através de diagnósticos e prognósticos relacionados à gestão e às variadas posturas dos nossos líderes, que resultarão em prejuízos ou oportunidades para as gerações atuais e futuras”, afirma Rosado. “Uma gestão integrada e estruturada, baseada em indicadores compatíveis com o planejamento estratégico, somado ao preparo intelectual da equipe, e aproveitando a experiência prática e a sensibilidade humana dos participantes, nos traz segurança de uma vitória sustentável”, finaliza.

 

Durante a visita, foi criado um plano estratégico de trabalho para os próximos dois anos. Foram definidas metas, objetivos e indicadores de curto, médio e longo prazos a serem atingidos até 2024 dentro do Observatório da Indústria da FIERN.

 

No mês de agosto, o MAIS RN deu o primeiro passo para a criação do Observatório e integração à rede nacional, ao receber o gerente-executivo do Observatório Nacional da CNI, Márcio Guerra Amorim, para iniciar o processo de integração à rede de observatórios. Em seguida, o núcleo da FIERN realizou uma série de encontros para uma mentoria com o observatório da indústria do Paraná, o primeiro desse tipo a surgir no Brasil, atuando há quase 20 anos.

 

Para o coordenador do MAIS RN, José Bezerra Marinho, “a viagem foi muito boa e permitiu uma integração bastante objetiva entre FIERN, CNI e a Federação das Indústrias do Paraná, mentor do MAIS RN neste projeto de criação do Observatório. “Foi possível conhecer o Observatório Nacional recentemente inaugurado em Brasília, pudemos conhecer as linhas gerais dos projetos nacionais e como a FIERN poderá se integrar neste processo”, completa.

 

Além do diretor e do coordenador do MAIS RN, também participaram da visita ao Observatório da CNI o gerente técnico do núcleo, Pedro Albuquerque; a gestora de políticas públicas Suellen Torres; a administradora Fernanda Lemos; e o economista João Lucas Dias.

 

 

Apoio a decisões estratégicas

 

O Observatório Nacional da Indústria surge com o objetivo de analisar dados e construir cenários para subsidiar decisões estratégicas que impulsionem a competitividade da indústria. “Ele surge com o papel não apenas de realizar estudos sobre o futuro da indústria, mas de também ser um hub de conexão com observatórios que estão nas federações”, explica Márcio Guerra Amorim.

 

Os pilares do Observatório e da rede nacional são a prospecção de cenários, a rede colaborativa e o Big Data. “Buscamos ser um hub para que todos os observatórios das federações possam usar para troca de dados e informações, o que é uma dificuldade muitas vezes”, aponta o gerente-executivo.

 

“Além disso, o alcance que a rede possibilita é maior. Uma coisa é lançar um estudo independente, fora da rede nacional, mas quando o estudo é lançado de forma que todos os regionais tenham acesso, conseguimos uma capacidade de arrasto absurda” destaca Amorim. “Um exemplo é o Mapa do Trabalho, que lançamos há três meses, e ainda há demanda para posicionamentos porque nós mostramos como referência no discurso sobre o futuro do trabalho. Isso tem um valor, ainda que não monetário, mas econômico e de posicionamento da instituição”, completa.

 

A ideia de ter um observatório com um olhar para o futuro surgiu em 2003, quando o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) criou a unidade de tendências e prospecção. Naquele momento, o grande desafio era trazer o aprendizado para os produtos e negócios da entidade, sobretudo no campo da educação profissional.

 

Desde então, foram desenvolvidas metodologias que se tornaram referências reconhecidas internacionalmente no campo de antecipação de mudança na educação profissional. Essas inovações, que já foram transferidas para mais de 20 países, têm como referência os conceitos de tecnologia emergente e mudanças organizacionais