RN registra queda no emprego, mas indústria mantém expectativa positiva, aponta indicadores da FIERN

16/04/2026   15h07

 

Os principais indicadores da economia do Rio Grande do Norte apontam um cenário de alerta no mercado de trabalho, mas com sinais de confiança no setor industrial as expectativas. Os dados foram apresentados pelo Observatório da Indústria MAIS RN, núcleo de planejamento estratégico da FIERN, nesta quarta-feira (15), no quadro “Nossa Economia”, do jornal Bom Dia Inter RN, da InterTV Cabugi.

 

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Um dos destaques foi o saldo negativo de empregos formais no estado em fevereiro, com -2.221 vagas. De acordo com o assessor técnico do Observatório, Pedro Albuquerque, o resultado foge do padrão histórico. “Esse é um dado que normalmente é positivo. O que vimos foi mais demissões do que contratações, o que chama atenção”, explicou.

 

Segundo ele, o principal impacto veio da indústria, especialmente do setor de petróleo e gás na região Oeste. “A indústria não costuma apresentar esse comportamento em fevereiro, mas tivemos uma situação atípica, com um volume elevado de demissões no setor de petróleo e gás, o que puxou o resultado para baixo”, destacou.

 

A agropecuária também contribuiu para o saldo negativo, mas, nesse caso, o movimento é considerado esperado. “A fruticultura do Vale do Açu tem uma dinâmica sazonal. No início do ano, há demissões, e no segundo semestre, com o período de safra, as contratações são retomadas”, pontuou.

 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 54,9 pontos com relação à perspectiva de futuro, que indica otimismo. No entanto, a avaliação do cenário atual demonstra preocupação, com 48 pontos. “Então, se nós sentássemos hoje com um empresário industrial, ele diria que a situação não está tão boa hoje, mas ele acredita que o futuro vai ser bom”, explicou.

 

“Quando o índice está acima de 50, significa confiança. E confiança na indústria indica possibilidade de investir, contratar e expandir”, completou Albuquerque.

 

No campo da inflação, Natal registrou alta de 0,59%, abaixo da média nacional, que foi de 0,88%. O principal fator de pressão foi o grupo de transportes, influenciado pelo aumento dos combustíveis. “A inflação subiu, mas em um ritmo menor do que o nacional”, afirmou.

 

Já a cesta básica apresentou comportamento mais controlado. O custo médio em Natal está em torno de R$ 576, com queda acumulada de 6% nos últimos 12 meses. “Mesmo com a inflação em alta, conseguimos conter os preços dos itens básicos, o que é fundamental para as famílias”, ressaltou.

 

O quadro “Nossa Economia” é exibido mensalmente e reúne dados do painel Termômetro Econômico do MAIS RN. A iniciativa tem como objetivo traduzir, de forma acessível, os principais indicadores que impactam o dia a dia da população e o ambiente de negócios no estado.